Percebi que aqui neste blog, tenho uma grande válvula de escape onde escrevo problemas do cotidiano para tentar entender e refletir melhor circunstâncias que desnorteiam a minha vida, ora ou outra. O problema alheio nunca foi a melhor leitura, mas a escrita para quem se arrisca pode ser, com certeza, uma ótima solução.
Depois de algum tempo, páginas de calendário viradas, a vida segue o rumo, com os mesmos extremos de alegrias e desatinos. A mudança interior é contínua, assim como a reavaliação e o crescimento da alma. Já terminei um relacionamento que me perturbava, senti a liberdade de poder fazer as próprias escolhas e testar muitas delas. Já fui e voltei entre o ponto alto da sensação de realização à momentos de tristeza e medos que tanto me anseiam. Tarefa difícil essa de ser gente grande! Nem tudo é festa e nem tudo é perda. A vida se renova e nós também.
Busco nesses momentos de incerteza alguma fé bem maior, a crença de que tudo passa e que logo o tempo se revela um grande professor. Ao olhar para trás, enxergamos muito melhor as situações. O tempo é aquele professor mais crítico e carrancudo, que puxa a orelha do aluno, dá lições de casa, e alterna nos papéis de carrasco e amigo. Na verdade, com o objetivo de desenvolver nossos potenciais e nos ver mais fortes e mais destemidos. E o reconhecimento de nós mesmos é resultado de dedicação, esforço e atitude de vencedor.
Nestes caminhos, com tantas curvas e atalhos, a gente se depara com situações de risco e medo. Mas o livre arbítrio, que deveria ser libertador, é o que mais desatina. Seria mais fácil se alguém nos apontasse o caminho mais cômodo, menos íngreme e que por ali nos lançássemos com a certeza da felicidade. Mas nem sempre é assim. Criamos a nossa trajetória e somos resultado das nossas escolhas. E aqui cabe um parêntesis (somos movidos pela emoção). Aí nem sempre o coração acerta.
Nestas horas, a fé, é o melhor antídoto. Acreditar que a vida não nos trapaceará e que, acima de nós, existe um Deus amoroso em um universo que move tudo a nosso favor.
Assim acredito, mas nem sempre basta. Somos imediatistas, queremos a resposta hoje, a melhora agora, o sentimento de paz para ontem. E eu digo "calma alma minha, calminha! Você ainda tem muito que aprender".
Quão difíceis são os desafios! Principalmente a angústia de não saber as melhores respostas e os melhores caminhos. Sinto ansiedade, tenho pânico de diversas situações e o que mais quero é poder me livrar do medo e ser mais corajosa para enfrentar a vida e me colocar à prova. Que deste momento no qual me encontro, consiga aprender a controlar os anseios, ter tranquilidade nas escolhas e força para seguir em frente.
2011 começou e me lanço neste clima de esperança e renovação. Página branca para preencher uma história de vitórias.
Assim seja! (para todos nós)
Oi, Natalye, boa tarde!!
ResponderExcluirCom muita alegria eu a vejo voltar aos seus textos, sempre tão densos, quase confessionais, quase possíveis de serem definidos como buscas de respostas, mais que os excelentes trabalhos literários que acabam sendo.
Para um número reduzido de pessoas, o problema alheio se reveste de grande importância. É verdade, para a imensa maioria, não. A exceção e inversão completa desses valores se dá quando a pessoa em questão é famosa. Portanto, querendo inverter formidavelmente o número de interessados, tornemo-nos atores e diretores de cinema ou televisão, principalmente. Todo mundo quer saber o que vai acontecer com os Brotheres, chamados Bigs, mas de questionamentos da vida fúteis. Eles não querem, como você, penetrar nos mistérios da vida ou desvendar os segredos da fé – não, querem apenas saber quem vai dormir com quem!
Não é possível comentar aqui tantas coisas que você expõe, aliás, assuntos interessantíssimos. Falo apenas da questão da fé como antídoto e como apresentadora de Deus. Não houve descoberta maior que esta na existência humana. Assim como não houve momento maior que o encontro entre os homens e seu Deus amoroso feito homem. Então, é por aqui que se começa e é desse prisma que se enxerga melhor a vida> Usemos, portanto, os óculos da fé.
Um beijo carinhoso
Lello